Dodge D-100

O Dodge D-100 - Parte II

O câmbio, de três marchas na coluna de direção, tem engates curtos e secos, o que potencializa a rapidez nas arrancadas. Mas o que mais ajuda nessa hora é a relação mais curta das duas primeiras marchas e do diferencial, quando comparadas às do Dart. Isso faz todo sentido num veículo destinado ao transporte de carga e equipado com rodas de aro 16, contra as de aro 14 do carro.

Na hora de parar, rufam os tambores. Um pouco de suspense e alguns metros a mais que o esperado. E estamos falando dos apenas 1700 quilos do carro só com o motorista. Imagine com mais uns 700 quilos de carga. Viu como aconteciam os acidentes?

O proprietário da picape 1970 modelo standard, Fabio Steinbruch, não faz segredo dessas características e me preveniu sobre elas logo na saída da garagem. Provavelmente por conhecer bem a "narcose" proporcionada pelo 318 ao motorista, com a solidária letargia dos sistemas de freio e direção do utilitário.

As D-100 eram oferecidas em duas versões: standard e luxo. A versão mais cara tinha como diferenciais pára-choques e calotas cromados e friso lateral. Internamente, mudava o revestimento dos bancos e o volante, que era o mesmo do Dart. Na picape mais simples, a direção era a mesma dos caminhões D 400.

Outra circunstância que ajudou no desaparecimento das picapes Dodge foi o fato de bom número delas ter sido destinado às frotas públicas e, posteriormente, sucatea da. A propensão à corrosão também ajudou no sumiço delas.

Por: Sérgio Berezovsky - Revista Quatro Rodas


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