Dodge Charger

O Dodge Charger 1971 - Parte III

Ainda pensando na melhoria do sistema, o volante do motor foi substituído por um de alta performance Mopar, a bomba de óleo é uma Hi-Volume Meeling e o coletor de escape 8 em 2, artesanal, foi desenvolvido pela Project. Para alimentar a criança, um carburador Holley Quadrijet 850 CFM montado num coletor de admissão Indy Cilinder Head Dual Plane trabalha em conjunto com a bomba de combustível Holley Volumax e o dosador Mallory. O combustível, é claro, o álcool.

Já o sistema elétrico é composto por bobina, módulo de ignição e cabos de vela Jacobs Electronics, uma escolha de peso para que o carro não venha a sofrer panes. Por fim, o conjunto de transmissão, responsável por mandar esse foguete para a frente, é composto por uma caixa de câmbio com mudança automática Torqueflite 727, movimentada por um Kit Turbo Action, equipada com alavanca de câmbio especial e chaves de acionamento de ignição. O trambulador é um TCI Pistol Grip e o diferencial é o Torsen com relação de 3.90:1. A nova mecânica responde com uma agressividade única, que pode chegar aos 700 cavalos com acionamento do kit de óxido nitroso NOS.

Roupagem

Chamar a atenção é o mínimo que este carro pode fazer. Ora, se o ronco do motor não for o suficiente, que tal a pintura verde-abacate? Escolhida a dedo, a tonalidade tem como intuito mostrar ainda mais o Charger, que ainda recebeu capô com Scoop especial de fibra de vidro removível – já para quando for colocado o V8 511 pol – com seis travas e rodas Center Line Star aro 15 com tala 4,5 na dianteira e 11 na traseira, equipadas com pneus Mickey Thompson Sportsman 26x7,5” (frente) e 29x12,5 (atrás), os quais mantém o Charger no chão, já que os freios permaneceram originais.

Para dar mais estabilidade ao carro, os amortecedores de fábrica deram lugar aos modelos Competition Engeneering, enquanto os faróis foram abolidos para dar espaço a um visual mais provocador com a grade totalmente alisada. O sistema de suspensão também teve de ser revisto e agora conta com barras de torção aliviadas Mopar Performance na parte frontal, e a traseira recebeu sistema a ar Airlift com two links e barra Panhard.

Por fim, ficaram os detalhes internos. A cabine teve de ser modificada por completo para que o peso fosse distribuído. Com isso, pedaleiras, coluna do volante e os dois bancos concha Summit Racing com cintos RJS de cinco pontos tiveram de ser deslocados 50 cm para trás. No mais, apenas o necessário num carro de competição, ou seja, instrumentos.

O jogo conta com manômetros para controle da pressão de óleo, temperatura, água e motor. Um conta-giros de 5” e um amperímetro Autometer Sportcomp completam o kit de relógios. Para controlar a pressão nas bolsas de ar, afinal é um carro de 1300 kg (já aliviado), outros dois instrumentos foram posicionados ao lado do piloto. Finaliza o jogo de acessórios eletrônicos um timer Jacobs Opto Time disponível acima do painel.

O toque final é a alavanca Turbo Action de competição, com comandos para ignição e combustível, além do Santo Antonio. Coisa de cachorro grande.

Fonte: Publicado na Revista Street Motors


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