Dodge Charger

O Dodge Charger 1971 - Parte II

Um ano após o incidente, já morando em Jundiaí, o projeto começou a tomar forma novamente. Em parceria com a oficina Project, toda a estrutura de reforço do Charger foi refeita com a adoção de barras estruturais na dianteira, alívio do peso do motor e Santo Antonio na parte interna. Com a modificação, o carro ganhou ares de competição, reativando a velha recordação dos Charger Daytona que disputavam o Grand National nos anos 70.

No entanto, como no Brasil não há provas desse tipo, a escolha de Vidal recaiu-se para o cada vez mais popular esporte de arrancada. Por ora, a idéia é acertar o carro, até porque a mecânica atual será substituída por uma mais agressiva, muito agressiva. Segundo o dono da máquina, um impressionante motor big block V8 511 está nos últimos acertos. A expectativa é grande: “Espero atingir 1100 cavalos com essa nova mecânica e, aí sim, disputar provas”, afirma entusiasmado.

Fala Sério

Aquela história de reclamar de barriga cheia se enquadra direitinho neste caso. Dizer que um V8 452 (440 overbored) de 600 cavalos é fraco chega a ser revoltante. Porém, como o amigo diz, o sonho é a barreira dos mil. Então que assim seja. Mesmo assim, o que você acharia de sair na rua com um incrível motor Chrysler V8 440, equipado com cabeçote Aerohead 452 com válvulas de admissão Indy de 2.18 polegadas de admissão e 1.94 de escape, operando em parceria com um comando de válvulas Comp Cams. Vidal não se deu por satisfeito. O bloco também recebeu tratamento digno de carro campeão com pistões forjados TRW, bielas Mopar Performance Six Pack e virabrequim forjado. O acerto fino possibilitou uma nova taxa de compressão na casa dos 11.8:1.


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