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O Dodge Charger 1971 - Parte II
A sobriedade e a elegância sempre foram os traços marcantes da variante standard do Charger, em oposição ao esportivo R/T. O modelo foi batizado oficialmente com o complemento "LS" a partir de 1973, embora já fosse chamado dessa forma desde 1972 pelo staff da fábrica. Antes disso era conhecido somente como "Charger", e é este o modelo mostrado aqui, no Mulsanne.
Trata-se de um exemplar que foi totalmente restaurado, mas que já conservava uma integridade estrutural ímpar antes de ser resgatado pelo colecionador e estudioso da linha Chrysler brasileira, Alexandre Badolato. Nenhuma parte da lataria precisou ser substituída por motivos de corrosão – nem mesmo as caixas de ar; área onde a ferrugem tende a começar seu estrago nos Dodges.
Tanta integridade tem explicação – e das mais curiosas. Este Charger rodou por apenas três anos (ou seja, até 1974), quando sofreu um acidente de proporções pequenas. Após mais de duas décadas encostado em um estacionamento coberto, o carro foi passado a um conhecido do proprietário, que tinha planos de então reformá-lo. Ainda que perfeitamente íntegro, o automóvel necessitava de restauração por estar parado há tanto tempo; o que desestimulou a execução do projeto antes mesmo de seu início. Foi quando Alexandre entrou na história, tornando-se o novo dono deste Dodge, o que permitiu sua restauração ao nível que vemos nas fotografias.
Completo e Elitista
Este Chrysler saiu de sua concessionária totalmente recheado de opcionais, o que o torna uma espécie de "R/T de luxo" e eleva ainda mais seu status de nobreza e raridade. Rodas magnum, caixa de direção hidráulica Gemmer, freios dianteiros a disco, ar condicionado, e o conjunto formado por bancos individuais anatômicos mais câmbio de quatro marchas, com console no assoalho, não deixam dúvidas: seu comprador era alguém distinto e com bom gosto.
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