Dodge Challenger

O Dodge Challenger - Parte II

Ficha Técnica
Especificações
Peso: 1525 kg (R/T V8)
Carroceria: cupê hardtop e conversível
Dimensões: comprimento, 486 cm; largura, 193 cm; altura, 129 cm; entre-eixos, 279 cm

Mecânica
Motor: 6 cilindros em linha; V8
Potência: 145 cv a 4000 rpm (6 cilindros 3.7); 230 cv a 4400 rpm a 425 cv a 5000 rpm (V8)
Câmbio: manual de 3 ou 4 velocidades; automático de 3 velocidades

Desempenho
0 a 96 km/h: 5,9 segundos (versão T/A)

Além do básico havia SE, R/T e T/A - esta era uma versão para ruas da preparação para o campeonato Trans American Sedan, com o V8 5.6 munido de três carburadores de corpo duplo e 350 cv estimados. A lista de acessórios também era vasta, com ar-condicionado, freios dianteiros a disco e faixas laterais, entre outros itens. O Challenger parecia pronto para cavar seu espaço entre os pony cars, não fosse o descompasso com o mercado, que marcaria a Chrysler na década de 70.

A febre dos muscle e pony cars já tinha chegado a tal ponto que o preço dos seguros disparou e a clientela começou a recuar. Ainda assim, 83032 unidades suas foram vendidas, 11000 à frente de seu maior rival, o Mercury Cougar. Mas as vendas despencariam para 29883 carros em 1971. O cerco aos modelos potentes, beberrões e poluentes aumentou com novas normas de emissões. Para agravar a situação, a potência nos Estados Unidos passou de valores brutos para líquidos em 1972, o que fez qualquer diferença parecer ainda maior. Alguns motores saíram de linha, assim como o T/A, o R/T e o conversível. A nova frente vinha com grade separada dos faróis e traseira com lanternas duplas. Nada disso evitou que as vendas caíssem mais, para 26658 unidades.

Apesar de haver uma reação, com 32569 vendas em 1973, a Chrysler preferiu não investir mais no projeto. Em 1974, último ano do Challenger original, houve apenas a troca do V8 opcional por um de 5,9 litros e 245 cv. Só 16437 deles foram vendidos. Aquele também foi o último ano do Barracuda. Baseado no subcompacto Pinto, o Mustang 1974 era uma sombra de seu passado e o Mercury Cougar se tornou um cupê de luxo. Só Camaro e Firebird se mantiveram fiéis ao princípio dos pony cars, ainda que com motores bem mais amenos. Um novo Challenger surgiu em 1978, como mera versão do Mitsubishi Sapporo. Durou até 1983. Já o poder de atração do Challenger original dura até hoje. Apesar da hora errada, ele foi o carro certo para os muitos fãs que mal podem esperar pelo modelo retrô que a Dodge lança este mês com o nome de seu antigo pony car.

Por: Fabiano Pereira - Revista Quatro Rodas


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